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  • Postado por cepcos
    Conheça a Camisinha Feminina

    Camisinha femininaO preservativo feminino ainda é pouco difundido aqui no Brasil, apesar de não ser tão recente assim, pois ele foi introduzido no mercado Brasileiro em dezembro de 1997. Os motivos para que isso tenha acontecido foram vários, como: preço alto (se comparado à camisinha masculina); vergonha de comprá-lo; dificuldade no seu manuseio; e até mesmo estética.

    Assim como a camisinha masculina, a camisinha feminina é um método de barreira que impedirá que o espermatozóide entre em contato com a vagina, prevenindo, desta maneira, uma gravidez indesejada, além das doenças sexualmente transmissíveis (dupla proteção). Ela é uma bolsa de plástico, macio e resistente, que contém dois anéis flexíveis: um na borda externa e outro móvel, que ajuda na colocação da mesma, e não deve ser removido.

    Porém é importante que tenhamos conhecimento de como ela funciona, bem como todas as suas vantagens em relação à camisinha masculina. As vantagens são:

    • Ela pode ser colocada até 8 horas antes da relação sexual, ou seja, não é preciso parar na “hora H” para colocar o preservativo, como no caso do masculino;
    • Quem tem alergia ao látex (produto utilizado no preservativo masculino) pode usar, já que ela é feita de poliuretano, que é um material hipoalergênico (não causa alergia);
    • O poliuretano é mais resistente do que o látex, portanto, o risco de rasgar ou furar é menor;
    • O material é mais fino do que o masculino e ela é mais larga, proporcionando uma maior sensibilidade;
    • Não é necessário retirá-la imediatamente após a ejaculação, pode-se esperar o momento propício, já que o conteúdo de sêmem não tem como sair do lugar, a não ser que a mulher se levante;
    • Não é necessário que o pênis esteja ereto para sua utilização;
    • A mulher não depende do homem para se prevenir.

    Já que vimos uma série de vantagens, vamos ver as etapas da colocação adequada deste método:

    1º Ao comprar:

    • Verificar se na embalagem tem o selo do Inmetro que tem como símbolo um N. Isto significa que ela é aprovada tecnicamente;
    • Verificar a validade, que normalmente é de 3 anos após a fabricação;
    • Verificar a embalagem, você deve apertá-la e a mesma tem que estar “fofinha”, com ar dentro, significando que não está furada;

    2º Abertura:

    • Nunca se deve abrir a embalagem com algum objeto cortante ou com os dentes. Deve-se abrir a camisinha feminina com os dedos, em uma das laterais que contenham uma “serrinha ou picote”, que foi feita justamente para facilitar a abertura. Por isso, abri-la também é um processo fácil, desde que seja feito corretamente;
    • OBS: caso haja demora entre a compra e o uso do preservativo, quando for utilizá-la, olhar novamente a validade e se está “fofinha”;

    3º Colocação:

    • Encontrar uma posição em que se sinta confortável. Exemplos: agaixada (cócoras); com uma perna sobre a cadeira; deitada; sentada.
    • Pressionar o anel interno até ficar em um formato de número 8. Com a outra mão, abrir os grandes lábios da vulva e empurrar o anel interno até o fundo da vagina.
    • Para ter certeza de que ela não ficou torcida, colocar 1 ou 2 dedos na vagina.
    • Verificar também se o anel externo está encobrindo os grandes lábios.
    • Na hora da penetração é indicado que a mulher segure o anel externo, e guie o pênis por dentro dele.

    4º Retirada:

    • Segurar novamente o anel externo, para a retirada do pênis;
    • Girar o anel externo para evitar que na hora que a camisinha for retirada, não escorra esperma. Puxá-la delicadamente para fora da vagina;
    • Embrulhar em papel higiênico e jogar no lixo.

    É importante lembrar que, toda nova técnica necessita de treino e hábito. Portanto, caso haja uma certa confusão nas primeiras vezes, persista. O primordial é lembrar sempre que devemos cuidar bem de nossa saúde, que é um bem tão preciso!

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

     

     

     

     

  • Postado por cepcos
    A “cura” da homossexualidade

    Bem recentemente, um grupo de “cientistas” afirmou ter alcançado pleno êxito no tratamento e “cura” de homossexuais, conseguindo fazer com que estes apresentassem um comportamento heterossexual apenas com um trabalho de diálogo terapêutico. Novamente o alvoroço foi geral dentro dos círculos científicos e dos grupos de saúde, até que, poucos dias depois do anúncio, o tal grupo de “cientistas” foi desmascarado quanto a sua ligação com uma religião que determinaria, de alguma forma, os parâmetros do dito tratamento.
    Esse caso em especial, teve repercussão mundial graças ao anúncio feito pelo grupo de profissionais e, também graças a esse anúncio, veio à tona a “fraude científica” que ele encobria. Porém, se faz necessário elucidar que, dentro de um certo anonimato, podemos encontrar inúmeros profissionais que afirmam conseguir esse mesmo resultado com pacientes homossexuais. Na maioria das vezes, ilustram o seu sucesso com alguns poucos elementos que garantem ter trocado o foco do seu desejo. Também, utilizam-se de alegorias pobres e sem fundamentação para afirmar a cura da orientação sexual, sendo que, a própria Organização Mundial de Saúde não a considera como uma doença, distúrbio ou perversão.

    Interessante citar alguns aspectos que ainda alimentam esta polêmica. O primeiro deles refere-se principalmente aos indivíduos que, embora apresentem um caráter homoerótico, sofrem demais com isso. São pessoas que de certa forma não suportam o preconceito que impõem sobre si mesmos. Vivem terríveis crises ligadas à culpa, especialmente quando dão vazão ao seu desejo. E, quando a educação ou a vivência dentro de algumas religiões é muito intensa, o sentimento de culpa é multiplicado.

    Fica óbvio que quando um paciente com este perfil chega ao consultório, já se encontra predisposto a uma mudança de comportamento. Ele busca no profissional apenas o apoio e as forças que precisa para a almejada transformação e, quase sempre, desconsidera o seu desejo, a sua constituição mais íntima. Em hipótese alguma, esse paciente busca seu auto conhecimento ou uma investigação que o leve a descobertas sobre sua sexualidade. Quer apenas mudar o foco do seu desejo.
    Quando um paciente assim aparece, por vezes é difícil oferecer-lhe a ajuda que realmente necessita, posto que ele está escolhendo o alvo que quer atingir. Mesmo assim, o compromisso ético do profissional é a promoção do bem-estar dessa pessoa.

    Esse indivíduo é o mesmo que se apega às soluções mágicas, como por exemplo a influência religiosa, para conquistar uma vida heterossexual “digna”. Em resumo, ele não se aceita homossexual.

    Um outro aspecto que precisamos abordar, refere-se ao campo sócio cultural. Apesar dos grandes avanços de nossa sociedade na superação do preconceito, há ainda muito que se trilhar. Hoje, o contato das pessoas com as diferentes orientações sexuais é muito mais amplo do que há cinco/dez anos atrás. Praticamente todas as pessoas conhecem pelo menos dois homossexuais (ainda que não o saibam oficialmente). Mas, conhecer e conviver ainda são ações muito distantes e distintas para alguns. Ainda encontramos grupos familiares e fraternos que segregam o membro que seja diferente. Muitas vezes, para não enfrentar o preconceito e a discriminação do grupo, o homossexual cede à pressão sócio cultural e tenta viver como heterossexual. O sofrimento, para este indivíduo, reside num constante desejo proibido, que se em algum momento for vivenciado, não pode ser descoberto. Ele quer viver sua homossexualidade, mas não pode ou não consegue.

    É claro que em outros lugares do mundo a visão sobre a homossexualidade difere da nossa cultura e sociedade, mas quase sempre, o padrão de aceitação se repete da seguinte forma: a pessoa homossexual que é distante do grupo é aceita, mas àquela que é próxima ou pertencente ao grupo, é vetado o direito de ter uma orientação sexual diferente. A grosso modo, “na casa do vizinho pode; na minha não”. É neste aspecto também que podemos localizar os homofóbicos nos seus mais variados graus.

    Por fim, o mais sério dos aspectos que ainda alimentam esta polêmica refere-se aos profissionais, já anteriormente citados, que, descartando a ética e as normas propostas pelos seus respectivos conselhos, acreditam-se detentores de conhecimentos e técnicas que podem mudar a orientação sexual de uma pessoa. São profissionais, antes de mais nada, preconceituosos e equivocados. Na maioria das vezes misturam conceitos e crenças pessoais com seu conhecimento técnico, resultando num conjunto de ações “terapêuticas” desastrosas. Igualmente, são profissionais ignorantes que, pela própria atuação contrária às normas estabelecidas pelos conselhos de classe, revelam sua falta de informação e preparo para o trabalho a que se propõem.

    Para encerrar este artigo, selecionei alguns fragmentos da resolução do CFP (Conselho Federal de Psicologia), que orienta aos Psicólogos no sentido da superação das crises e preconceitos que permeiam a homossexualidade. Com o conhecimento e a aplicação dessa resolução, certamente teremos profissionais mais competentes para ajudar as pessoas na conquista de uma vida mais saudável e feliz quanto à expressão de sua sexualidade.

    Artigo criado pelo psicólogo Ralmer Nochimówski Rigoletto

  • Postado por cepcos
    Compreendendo o prazer feminino

    A sexualidade feminina possui algumas particularidades, já que homens e mulheres não são iguais, e portanto não exercem a sexualidade da mesma forma.

    A mulher, principalmente por questões culturais, tem menor conhecimento da sua sexualidade que o homem. O garoto é incentivado desde pequeno a expressá-la, a conhecer seu órgão genital e a se masturbar. Já a menina costuma ser reprimida, normalmente pela própria família, ao buscar o conhecimento de seu corpo ou ao demonstrar desejos.

    A menina costuma ser mais acariciada, o que desenvolve a percepção de sensações corporais, e é mais estimulada a expressar afetividade. Do homem é exigido desde cedo a obtenção de sucesso em todas as situações, e ainda o é ensinado que demonstrar emoções é sinal de fragilidade.

    Dessa forma, o homem cresce conhecendo mais o seu genital a as formas de se satisfazer, mas normalmente o prazer corporal se limita a essa região (pênis). Já a garota cresce sabendo que é bom receber carinho por todo o corpo, mas normalmente desconhece sua genitália e as possibilidades de usá-la para obter prazer. O homem ainda se torna mais preocupado com o desempenho, pela própria cobrança social, e a mulher às vezes se “contenta” com a troca de afeto das relações, sem se satisfazer sexualmente.

    No entanto, a busca pelo orgasmo feminino está se tornando cada vez mais freqüente, provavelmente pelo fato da mulher considerar, cada vez mais, que tem direito ao prazer e à satisfação. Mas é preciso haver cuidado para que essa permissão não se torne uma obrigação, pois se antigamente a mulher não podia ter orgasmos, hoje ela pode estar sentindo-se “pressionada” a ter. A preocupação com o desempenho sexual, até então quase exclusividade dos homens, passa a ser comum também em mulheres.

    Não podemos esquecer que orgasmo não deve ser objetivo de uma relação. O orgasmo é conseqüência de uma relação prazerosa, e a preocupação excessiva com este pode acabar com as possibilidades de entrega e prazer.
    O que proporciona prazer, e consequentemente provoca orgasmos, varia muito de mulher para mulher. A estimulação sexual precisa ser eficiente, isto é, precisa ser agradável e excitante. No entanto não existem regras para essa “eficiência”. Cada mulher é única e tem suas preferências; um estímulo bom para uma pode ser desagradável ou insuficiente para outra…

    Além dos estímulos diretos (possíveis em diversas regiões do corpo), não podemos nos esquecer da importância do envolvimento e da entrega na relação. O orgasmo é desencadeado pelo cérebro, e fatores psicológicos e emocionais podem interferir nesse processo. Preocupações (inclusive com a obtenção do orgasmo), ansiedade, medo de se envolver, vergonha ou falta de intimidade são fatores que podem atrapalhar ou até impedir o prazer sexual.
    Assim sendo, para que a mulher consiga o tão desejado orgasmo, é essencial que ela conheça seu próprio corpo e saiba o que lhe dá prazer (estímulos eficientes), além de conseguir se envolver e se entregar na relação (através da intimidade e liberdade com o parceiro e consigo própria)

    Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria

  • Postado por cepcos
    Dificuldades sexuais femininas

    Nem sempre a mulher consegue se sentir feliz e realizada sexualmente. Muitas vezes, por causa de alguma dificuldade, a prática sexual passa a ser pouco prazerosa, incômoda ou até aversiva. A sexualidade, que deveria ser fonte de prazer, passa então a ser um grande problema.

    Não ter orgasmo, ter dor na relação ou não ter vontade alguma de fazer sexo são algumas das possíveis dificuldades sexuais, também chamadas de “disfunções”.

    A mulher que não consegue ter orgasmo comumente sente-se insatisfeita após a relação, e com o tempo pode até perder o interesse em sexo. A falta de orgasmo, ou anorgasmia, é uma dificuldade bastante freqüente, que atinge mulheres de todas as idades.

    A dor na relação, também chamada dispareunia, traz um incômodo muito grande para mulher, chegando muitas vezes a impedir o ato sexual. A dispareunia pode ter causas orgânicas, como infecções ginecológicas, ou causas psicológicas e emocionais. Para todas há tratamento.

    A inibição do desejo sexual caracteriza-se pela diminuição ou ausência de desejos de atividade sexual de forma persistente ou recorrente. É não se interessar, não estar disponível ou não ter vontade de fazer sexo constantemente. É claro que não estar disposta para o sexo em algumas situações é perfeitamente normal e esperado. Mas se eu não tenho desejo sexual em momento algum, é sinal de que algo não está bem, e dessa forma não há possibilidade de me realizar com o exercício pleno da sexualidade.
    Continuar com a dificuldade ou deixar a sexualidade de lado não são as melhores soluções, embora muitas mulheres optem por elas. Para todas as disfunções há tratamento. Vencer o medo e a vergonha, buscando um profissional que a ajude, é a melhor forma de buscar a felicidade plena e a realização sexual.

    Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria

  • Postado por cepcos
    Dificuldades sexuais masculinas

    As chamadas “disfunções sexuais” são dificuldades que atrapalham ou até impossibilitam o homem de viver sua sexualidade da forma como gostaria. Essas disfunções podem ter causas orgânicas ou psicológicas. Mesmo quando a causa é orgânica, é comum surgir algum comprometimento emocional, como tristeza, desânimo, ansiedade, falta de autoconfiança, medo, entre outros.

    As disfunções de causas psicológicas ou com comprometimento emocional devem ser tratadas com Terapia Sexual, que é um método de tratamento comprovadamente eficaz.

    Qualquer homem, independente de sua idade, raça, ou nível sócio-econômico, pode apresentar uma disfunção sexual em algum momento de sua vida. As dificuldades mais comuns são a dificuldade de ereção, a ejaculação precoce (ou rápida) e a falta de desejo sexual, mas ainda existem outras, como dor na relação e ejaculação demorada.

    A dificuldade de ereção, ou disfunção erétil, é a dificuldade em obter ou em manter a ereção para uma relação sexual satisfatória. Já a ejaculação precoce ocorre quando o homem não tem controle sobre seu reflexo ejaculatório, e a ejaculação acontece antes do que ele gostaria. A inibição ou falta de desejo caracteriza-se pela ausência recorrente de apetite sexual, isto é, pela diminuição de fantasias e desejos de atividade sexual de forma persistente.

    Para todas as dificuldades sexuais há tratamento. A sexualidade não deve ser um problema, e sim fonte de prazer e realização. Um profissional especializado pode ajudá-lo a superar sua dificuldade e, conseqüentemente, a ser mais feliz.

    Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria

  • Postado por cepcos
    Disfunção erétil: realidade atual

    O termo “Disfunção Erétil” surgiu em substituição do termo “Impotência Sexual”, e pode ser definido como a incapacidade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória (II Consenso Brasileiro de Disfunção Erétil, 2002).

    A preocupação com a ereção peniana sempre existiu na história da humanidade. Antigamente a razão para a preocupação era a dificuldade ou incapacidade de reprodução resultante da ”impotência”. Os estudos e tratamentos dos problemas sexuais só eram aceitos se tivessem o intuito de melhorar a capacidade reprodutiva. Apenas no século XX o prazer e a satisfação sexual passaram a ser considerados importantes nos estudos sobre a ereção.

    Atualmente a atividade sexual humana encontra-se mais voltada para as realizações pessoais de prazer, deixando a reprodução de ser tão valorizada quanto antes.

    A dificuldade de ereção, ocorrendo nesse contexto abrangente em que o sexo é considerado hoje, deve ser entendida e tratada de forma global. Não é possível tratar a dificuldade atendo-se apenas a um pênis que não fica ereto. É necessário que o paciente seja visto como um indivíduo, com toda a complexidade inerente ao ser humano.

    De acordo com o II Consenso Brasileiro de Disfunção Erétil (2002) estima-se que atualmente, no Brasil, cerca de 25 milhões de homens com mais de 18 anos sofram de algum grau de disfunção erétil. Embora não seja uma ameaça à vida, a disfunção erétil não deve ser considerada uma desordem benigna, já que pode afetar negativamente o relacionamento interpessoal e comprometer o bem-estar e a qualidade de vida de homens e mulheres.

    Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria

  • Postado por cepcos
    Educação sexual e deficiência mental

    A pesquisa estuda as dificuldades para a implementação de programas de educação sexual para adolescentes deficientes mentais, com base na visto dos responsáveis pela orientação pedagógica da escola e através das representações que os vários grupos de profissionais que atuam na instituição e pais de alunos fazem desta orientação, e de questões relativas a sexualidade e deficiência mental. Foram realizadas entrevistas individuais com os responsáveis pela orientação pedagógica e entrevistas em grupos, formados pelos professores, pais e demais equipes de profissionais de uma escola para deficientes mentais.

    As entrevistas individuais foram registradas via anotações e as em grupo foram gravadas e transcritas. Procedeu-se então a análise de seus conteúdos que fizeram emergir temáticas, analisadas e discutidas em relação a orientação pedagógica, a cada grupo e entre os grupos.

    Os resultados mostraram a ausência de uma política clara em relação à educação sexual, entrechoques e concordâncias entre as representações em questões como: o direito à vida afetivo – sexual, o desenvolvimento da sexualidade, as dificuldades para realizar a orientação sexual, as dificuldades para lidar e como atuar diante das manifestações da sexualidade dos adolescentes, a ausência de preparação para atuar na área e a discrepância entre uma postura racionalizada e as emoções experimentadas diante da esterilização compulsória e da crio de oportunidades que possam conduzir ao aprendizado de comportamentos na área da sexualidade humana.

    Fica clara, a necessidade de se pensar nas formas de preparar os profissionais e os pais para lidarem com a questão, de modo que possamos oferecer condições aos deficientes mentais para o acesso à vida comunitária integrada, bem como buscar soluções para a formação de profissionais que possam desenvolver a programação de educação sexual junto a esta clientela.

    Artigo feito pelo psicólogo Dr. Hugues França Ribeiro

  • Postado por cepcos
    O que é baixa libido e por que as mulheres sofrem deste mal?

    Alguns termos utilizados pela ciência ganharam popularidade. É o caso de “libido”, que tem sua origem no latim e significa “vontade”. Tal termo se popularizou principalmente pela associação feita com a sexualidade. Quando utilizamos o termo “libido”, estamos diretamente falando de desejo sexual. A partir da segunda metade do século XX, a diminuição, ou ausência em alguns casos, do desejo sexual passou a ser visto como um problema de saúde.

    Tecnicamente conhecido como Desejo Sexual Hipoativo (DSH), a baixa libido ocupa o primeiro lugar no ranking das pesquisas sobre disfunção sexual entre mulheres. Para um diagnóstico preciso, a mulher deve procurar o seu médico ginecologista para averiguar se a baixa de libido está relacionada a alguma causa orgânica, como desequilíbrio hormonal, doença sexualmente transmissível (DST), infecção na região pélvica, etc.

    Geralmente, quando não existe uma causa orgânica, a baixa libido está relacionada a problemas psicossociais e a análise dos mesmos se faz necessária com o auxílio de um psicólogo que tenha conhecimentos específicos na área da sexualidade, ou de um terapeuta sexual.

    A mulher é muito mais sensível aos problemas do dia-a-dia, fato que gera fases de baixa libido.

    Dentre as causas psicossociais do DSH, encontramos a visão negativa da sexualidade, principalmente entre mulheres, que classificam o ato sexual e tudo que se refere a ele, como sendo sujo e imoral. Ainda entre as mulheres, podemo
    s observar que durante a gravidez, ou mesmo depois, algumas se apegam ao papel de mãe e se anulam como mulher, não se mostrando mais atraentes para o parceiro ou deixando de procura-lo sexualmente.

    Atualmente, existe uma supervalorização da sexualidade que se dá apenas em nível de discurso, pois na prática não é bem assim. A maioria das pessoas reclama da falta de tempo, da correria diária, da rotina que enfrentam e priorizam uma série de coisas na vida: a casa, o trabalho, a escola dos filhos, as despesas, enfim tudo, menos a atividade sexual.

    Além disso, a falta de sintonia com o parceiro, a baixa auto-estima, o sentimento de menos valia, os quadros depressivos, a ansiedade e a insegurança diante da atividade sexual, são fatores diretamente relacionados à baixa libido.

    Infelizmente, sabemos que muitas mulheres convivem com este problema silenciosamente, carregando o ônus da insatisfação sexual por conta da criação ou por vergonha em se abrir com o parceiro, ou em procurar a ajuda de um profissional.

    Contudo, gostaríamos de ressaltar que o exercício da sexualidade é uma das formas mais saudáveis de se obter prazer, que entendido num sentido amplo, transcende o aspecto sexual e contribui para a melhoria da qualidade de vida.

    Artigo feito pelo psicólogo Paulo Tessarioli

  • Postado por cepcos
    O tamanho do pênis realmente importa?

    Uma questão importante a ser refletida é a relação entre prazer feminino e o tamanho do pênis do parceiro. Se formos pensar apenas na estrutura biológica e anatômica da mulher, talvez pudéssemos afirmar que “tamanho não é documento”… A parte mais sensível da vagina da mulher é o 1º terço do canal vaginal; e além disso sabemos que é o clitóris, e não a vagina, é órgão principal em se tratando de prazer feminino.

    Para muitas mulheres inclusive, a penetração vaginal não é um estímulo eficiente para chegar ao orgasmo, sendo necessário haver uma estimulação direta no clitóris (com estimulação manual, oral, ou até com a glande do pênis). Outras mulheres conseguem ter orgasmo na penetração apenas se a posição utilizada favorecer a fricção do clitóris.

    Assim sendo, o tamanho do pênis não deveria de fato importar. No entanto, sabemos que existem outras questões importantes, como as fantasias e preferências sexuais. A mulher precisa se excitar de forma eficiente para chegar ao orgasmo, e o que chamamos de eficiente varia muito de mulher para mulher. A sensação de estar sendo penetrada por um pênis grande pode ser extremamente importante para uma mulher que tenha essa fantasia. Não podemos esquecer o orgasmo é desencadeado pelo cérebro, e que uma mulher pode ter orgasmos inclusive dormindo, caso o sonho seja altamente excitante (o que nos mostra que nem sempre a estimulação local é mais importante que os estímulos psíquicos).

    De fato o tamanho do pênis pode ser importante para algumas mulheres, mas não podemos generalizar e nem dizer que o pênis (seja ele como for) é o responsável pelo prazer feminino. A relação sexual é muito mais do que encontro de órgãos genitais, principalmente para a mulher, que costuma ser menos “genitalizada” que o homem. O que realmente importa para o prazer feminino é como a mulher vivencia uma relação, isto é, sua capacidade de se envolver, se entregar, e buscar estímulos que realmente lhe sejam prazerosos.

    Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria

  • Postado por cepcos
    Será que vou falhar?

    O “Andar com fé eu vou… que a fé não costuma falhar”.
    Se este trecho da música de Gilberto Gil fosse um modo de vida de todos nós, pelo menos seríamos menos manipulados e menos inseguros. A maioria das pessoas que conhecemos dizem ter fé. Fé não no sentido religioso apenas, estamos falando no ato de crer. Mas crer em quê? Geralmente em tudo o que está fora de si, menos em si mesmo.

    Uma boa parte da população masculina, com o surgimento do Viagra em 1998, passou realmente a acreditar que a partir daquele momento estava resolvido um dos maiores problemas sexuais masculinos, gerador de toda a angústia que muitos experimentam na hora do rala-e-rola, ou seja, nunca mais os homens se preocupariam com a pergunta: será que vou falhar?

    É evidente que, para quem já passou por isso, falhar na hora H – e este H com certeza se refere a ser homem – é algo extremamente ameaçador para a identidade de um ser que foi criado desde pequeno para ganhar, vencer, triunfar. Numa cultura machista como a nossa, ser homem significa (sempre) ser o melhor, ser viril, imune a fragilidades, inseguranças e angústias.
    Para atender a este perfil, a este protótipo de macho, se faz necessário o uso de uma poção mágica, algo que garanta a manutenção desta ideologia.

    Nos últimos anos, tem aumentado assustadoramente o uso do Viagra entre a população masculina, principalmente entre os jovens, pois a juventude é uma fase de (re-) descobertas e as incertezas são comuns, principalmente nesta fase.

    Exatamente por viverem esta condição, os jovens se sentem despreparados para o exercício da sexualidade, uma vez que não existe um trabalho de educação sexual para eles, as chances de não corresponder ao modelo de macho que lhes é imposto são muito grandes. Então, passam a acreditar que na hora da relação sexual necessitam de algo que garanta o sucesso e elimine a possibilidade de fracasso: o Viagra.

    Devemos deixar claro que todo o problema de falhar na hora H se resume na preocupação de falhar, ou seja, se o homem for para uma relação sexual com o pensamento de que pode falhar, possivelmente vai falhar.
    A ansiedade por medo de desempenho é a causa número 1 dos problemas relacionados à disfunção erétil (falta ou dificuldade de ereção). O que significa dizer que, a maioria dos casos de disfunção erétil, 70% dos casos segundo a Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, é de origem psicológica, ocasionada por problemas emocionais como a ansiedade.

    O que é necessário fazer? Remediar apenas não resolve. O primeiro passo é consultar um médico urologista, para que este profissional avalie a condição física do indivíduo que apresenta disfunção erétil. Se por acaso não for encontrada nenhuma explicação médica o segundo passo é consultar um terapeuta sexual.

    O terapeuta sexual é um profissional teoricamente preparado para lidar com disfunções e distúrbios sexuais. Procurar um psicólogo muitas vezes ajuda, mas se este profissional não for um especialista da área da sexualidade, o tratamento não terá êxito.

    Lembre-se: a automedicação não produz efeitos terapêuticos. Geralmente, as pessoas que se automedicam desenvolvem, com o passar do tempo, uma dependência psicológica do remédio, além dos danos à própria saúde ocasionados pelos efeitos colaterais da medicação.

    Artigo feito pelo psicólogo Paulo Tessarioli

  • Postado por cepcos
    Sexualidade e auto-estima

    A preocupação com a satisfação e o prazer sexual de homens e mulheres tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Em decorrência disso, tem aumentado a necessidade de se compreender melhor as dificuldades sexuais, suas causas e conseqüências.

    Sabemos que a sexualidade é parte integrante da personalidade total das pessoas. A sexualidade humana não se limita ao ato sexual; ela engloba emoções, afetos, sensações, etc. Dessa forma, sentimentos e pensamentos influenciam o exercício da sexualidade. O contrário também ocorre, ou seja, a vivência da sexualidade irá influenciar sentimentos e pensamentos, inclusive a respeito de si mesmo.

    O conceito de auto-estima pode ser compreendido como a aceitação do que se é e como se é. É a confiança no direito de ser feliz, a percepção de valor e de poder ser admirado. A sensação de inadequação, de culpa ou vergonha, ou ainda a ausência de confiança e amor-próprio, indicam prejuízo na auto-estima de um indivíduo.

    É consenso entre os profissionais que a sexualidade humana sofre forte influência de fatores como auto-estima, auto-imagem e auto-conceito. A forma como a pessoa se valoriza interfere, sem dúvida, em como irá exercer sua sexualidade.

    A auto-estima está relacionada a outros dois conceitos importantes: auto-eficácia e auto-respeito. A auto-eficácia é a confiança do indivíduo em sua capacidade para pensar e enfrentar os desafios da vida. Já o auto-respeito é a percepção de si mesmo como pessoa merecedora de felicidade e qualificada para expressar desejos e necessidades. O indivíduo com auto-estima preservada se respeita e exige o mesmo dos outros, e sente-se capaz de ser amado. Já uma pessoa com sentimentos de menos-valia pode não ter prazer sexual por não se sentir no direito de reivindicá-lo.
    Como podemos perceber, sexualidade e auto-estima são conceitos que estão intimamente ligados, sendo que queixas e sintomas sexuais podem, muitas vezes, ser expressões de baixa auto-estima. É muito comum chegarem aos consultórios pessoas com dificuldades sexuais cuja causa é a má relação que a pessoa tem consigo ou com seu próprio corpo.
    É o caso de mulheres que não conseguem ter orgasmo porque não estão satisfeitas com o corpo que têm, e se preocupam excessivamente com a aparência na hora da relação sexual. Ou ainda porque não se permitem pedir o estímulo adequado aos seus parceiros, e continuam mantendo relações pouco agradáveis.

    Poder falar como quer ser tocada e estimulada, além de poder pedir as carícias ou práticas sexuais que lhe são prazerosas, exige que a pessoa seja um pouco “egoísta” em determinados momentos. Não se sentir importante o suficiente, ou ainda achar que o outro pode se aborrecer com as solicitações, limita significativamente as possibilidades de realização sexual.
    Na prática clínica pude perceber que as conseqüências mais comuns da baixa auto-estima em mulheres são: grande necessidade de sentir-se amada e de agradar ao parceiro, medo de fazer solicitações, dificuldades com o corpo e aceitação do que não gosta ou não quer.

    Os homens também apresentam dificuldades causadas pela baixa auto-estima, como sentimentos de incompetência, de ser menos “homem” ou menos viril, grande cobrança interna, comparação com outros homens e insatisfação com a fragilidade. Alguns ficam tão preocupados com seu desempenho sexual, acreditando que irão “falhar”, que acabam apresentando dificuldades de ereção por causa dessa ansiedade. A antecipação do fracasso e a ansiedade de desempenho são processos cognitivo-emocionais bastante comuns, que normalmente levam a disfunções sexuais, e que na maioria das vezes são causados por insegurança e baixa auto-estima.

    A função sexual preservada, isto é, livre de disfunções, é algo fundamental para a realização pessoal. As dificuldades sexuais, na maioria das vezes, abalam a estrutura global do indivíduo. Dessa forma, podem comprometer, de forma significativa, o bem-estar e a qualidade de vida de homens e mulheres.

    A baixa auto-estima pode causar diversas dificuldades sexuais, sendo que essas dificuldades acarretam em uma alteração ainda maior do conceito que a pessoa tem de si mesma. A pouca valorização nos torna adversários do nosso próprio bem estar. Saber-se merecedor da felicidade é a essência da auto-estima e da plenitude sexual.

    Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria