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  • Postado por cepcos
    IV Jornada CEPCoS

    As minhas, as suas, as nossas sexualidades .

    Data: 07/06/14
    Horário: 9h as 13h
    Auditório Montreal Offices Moema – Av. Rouxinol, 1041 – São Paulo

    Programa

    Abertura – Psic. Esp. Ralmer Nochimówski Rigoletto

    Conferência: Diversidade Sexual: Direitos, Preconceitos e Discriminação
    Prof. Dr. Hugues Costa de França Ribeiro

    Mesa Redonda: Minhas Sexualidades

    Mulher Bonita e Sarada Tem Desejo Sexual Garantido?
    Psic. Esp. Vânia Macedo;

    Mulheres e suas Transformações
    Psic. Esp. Paula de Montile Napolitano

    Meu Eu Aprisionado (Sou Transexual)
    Psic. Esp. Márcia Atik

    Envelhecimento e Desejo Sexual
    Psic. Ms. Arnaldo Risman

    Mesa Redonda: Nossas Sexualidades

    Viver sob tensão abaixa o tesão
    Psic. Esp. Paulo Geraldo Prado Tessarioli

    Todos a favor da Educação Sexual
    Psic. Ms. Graça Margarete de Souza Tessarioli

    Problemas Sexuais: Quando Procurar Ajuda?
    Psic. Esp. Ralmer Nochimówski Rigoletto

    Conferência de Encerramento: “A metade da Laranja”

    Psic. Esp. Ana Cristina Canosa

    Público Alvo

    Pessoas interessadas no tema SEXUALIDADE.
    Os inscritos receberão certificado de participação.

    Inscrições

    Valores: R$ 80,00 inteira / R$ 40,00 meia (estudantes (E.M. e graduação), idosos, e pessoas com necessidades especiais).
    Pagamento via depósito bancário identificado na conta abaixo:

    Banco Itaú (341)
    Agência 8205
    Conta 06886-2








    Vagas Limitadas

    Apresentação do comprovante no local do evento é obrigatória.

    Folder Jornada

  • Postado por cepcos
    O que pode atrapalhar a vida sexual?

    relac3a7c3a3o-sexual-1Com muita frequência, no meu consultório, quando os pacientes chegam procurando a terapia sexual, para resolver alguma dificuldade na área da sexualidade (baixo desejo, disfunção erétil, dificuldade em ter orgasmos, ejaculação rápida, etc), nada de excepcional aconteceu em seu dia-a-dia na cama, e comumente não conseguem identificar o que poderia ter causado “o seu grande problema”. Aliás, é frequente as pessoas conviverem com seus problemas por longos anos ou tentarem trabalhá-los sozinhos, sem êxito, vivendo em sofrimento, antes de procurarem ajuda profissional. Quando resolvem encarar seu problema procurando ajuda, também tentam várias soluções antes de chegar a um tratamento especializado, o que gera cada vez mais baixa autoestima, ansiedade, insegurança, afastamento de pessoas, frustração…

    É importante salientar que, em se tratando da vida sexual, tudo pode interferir e normalmente são vários fatores que agem em conjunto. Devemos mudar a nossa visão de que apenas algo relacionado ao sexo propriamente dito vai influenciar nesta área. Pelo contrario, são muitos os fatores que pode atrapalhar a nossa vida sexual. Listarei a seguir os mais comuns:

    Preocupações financeiras – preocupações se vai ter dinheiro no final do mês, se vai conseguir pagar as contas ou as dívidas. A sensação de que se tem cada vez mais contas para pagar e menos dinheiro entrando. O medo de não conseguir realizar seus sonhos, desejos e compromissos por falta de dinheiro;

    • Falha ou má comunicação entre o casal – vários são os motivos para essa má comunicação, como: não querer magoar o outro; não querer entrar em discussões maiores; achar que a pessoa deveria fazer, falar ou entender determinada coisa sem ter que ser explicitado; achar que conversar não vai adiantar nada. Resumindo, muitos sapos são engolidos e o resultado acaba sendo desentendimentos, mágoas, entre outros;

    • Estresse –hoje em dia, principalmente nas grandes cidades, a correria se dá em função de tudo: o trânsito, os mil e um compromissos, a baixa qualidade de vida, as dificuldades financeiras, as pessoas querendo se dar melhor a custa dos outros, além de tantos outros “estresses”. Quais são os seus?

    • Cansaço – exaustão, dormir mal, preocupações em dar conta de tudo, sentir que se tem tempo de menos e atividades de mais.

    • Remédios e/ou doenças – alguns remédios e doenças podem interferir no desejo, na ereção, na ejaculação… Exemplos de remédios são os hipertensivos e antidepressivos. Em relação a doenças, um exemplo é a diabetes.

    • Mitos e tabus – Exemplos como: o tamanho do pênis; a diferença de desejo e de prazer entre homens e mulheres; o preconceito relacionado a determinados atos ou práticas sexuais (sexo anal, oral…) e à “performance individual”; fantasias sexuais e os objetos de sex shop.

    • Ansiedade – a ânsia exagerada em qualquer sentido pode dificultar a vida sexual. Afinal, a cabeça está constantemente superlotada. A ansiedade mais comum na área da sexualidade é a da performance e desempenho, que seria na hora da relação sexual ficar preocupado com a ereção, com o prazer, tanto de dar quanto de sentir, e com a ejaculação. Com isso, a pessoa deixa de sentir os prazeres e a excitação e, desta maneira, a chance dela não conseguir atingir o que tanto anseia acaba sendo muito grande.

    • Baixo autoconhecimento – não saber sobre seu corpo, quais as áreas erógenas, onde e como sente mais prazer, como gosta de vivenciar a sua sexualidade.

    • Discussão entre o casal – discussões constantes entre o casal, independente de ser algo relacionado à sexualidade. Desta maneira, vão-se criando rancores, mágoas, ressentimentos, raiva. Esses sentimentos atrapalham a vontade de ter uma relação mais íntima com a parceria.

    • Drogas – as drogas podem prejudicar o desejo, os orgasmos, a lubrificação, a ereção e a ejaculação, Podendo inclusive interferir na fertilidade.

    • Filhos – quando os pais começam a viver apenas pelo(s) filho(s), virando somente pais e deixando de ser um casal também.

    • Baixa autoestima – acreditar que você não é bom o suficiente, temer ser deixado, sentir-se incomodado com o próprio corpo, achar que a qualquer momento a parceira vai procurar outra pessoa.

    • Brigas – qualquer tipo de discussões e brigas.

    • Insatisfação com o corpo – a maioria das pessoas não se sente totalmente satisfeito com o seu corpo, gostaria de ter mais de um lado, menos de outro, ou de alguma forma ser diferente. Dependendo do grau desta insatisfação, isso pode prejudicar muito a vida sexual.

    • Disfunções sexuais – baixo desejo (libido baixa), ausência ou dificuldade em ter orgasmos (anorgasmia), ejaculação rápida, dificuldade em ter ou manter ereção (disfunção erétil), dor na relação sexual (vaginismo ou dispareunia), ejaculação demorada.

    Deu para perceber que muitos fatores podem atrapalhar a vida sexual e que, na maioria das vezes, acontecem vários ao mesmo tempo. Uma pergunta que acredito que pode ter passado na cabeça de vocês depois de ler tudo isto é: “quando posso considerar que tenho de fato um problema e que preciso procurar ajuda?”. A hora de buscar ajuda é quando você ou sua parceria considerarem que a vida sexual de vocês não está boa e querem mudar. Afinal de contas, cada um tem um limiar e uma forma diferente de sentir, entender e interpretar os acontecimentos. Além disso, cada um tem uma expectativa diferente com relação à sexualidade. Vale lembrar: a sexualidade é uma parte boa da vida, e deve ser vivida de maneira saudável, prazerosa e que traga felicidade! Como está a sua vida sexual? O que está te atrapalhando? Vamos mudar?

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    Aplicativos “Lulu”, “Lulu Fake” e “Tubby”

    images (2)No dia 27 de novembro, no Brasil, tivemos o lançamento oficial do aplicativo “Lulu”. Desde esta data, o aplicativo “deu o que falar”. Ele já foi baixado mais de 100 mil vezes na loja Google Play, para aplicativos Android, é o campeão de downloads gratuitos na Apple Store e já tem mais de 500 mil usuários conectados via Facebook. Mas não foi somente no Brasil que este aplicativo fez sucesso. Nos EUA, onde foi criado em fevereiro deste ano, o aplicativo já foi baixado por mais de 1 milhão de garotas e está nos celulares de uma em cada 4 garotas universitárias. Desta maneira, com esse grande “BOOM”, considero importante refletirmos um pouco sobre essa “nova moda” um tanto delicada.

    O Lulu é um aplicativo para garotas “avaliarem” os homens. O aplicativo permite que os usuários atribuam notas (anonimamente) aos rapazes e também tenham acesso às demais avaliações. Elas respondem a questões de múltiplas escolhas como: senso de humor; boas maneiras; defeitos; nível de comprometimento; entre outras. Muitos homens se sentiram ofendidos, agredidos, e tendo sua intimidade invadida, e inclusive já foi aberto um processo.Portanto, aqui vai uma dica: os homens que não quiserem ter a sua privacidade invadida com tal exposição podem retirar o seu perfil da rede.

    Além do problema de os homens se sentirem ofendidos e o processo, tivemos outras consequências, quase que imediatas à criação deste aplicativo, que foi a criação de mais dois aplicativos semelhantes.

    O site Lulu fake foi criado para os rapazes que querem comprar, literalmente, boas avaliações no aplicativo. É para se pensar, não é mesmo? Estão comprando boas avaliações de si mesmos?!

    Mas a história não para por aí. Em resposta ao aplicativo Lulu, um grupo de Brasileiros criou o aplicativo “Tubby” (nome em inglês do personagem Bolinha, amigo da Lulu). Assim como a polêmica versão feminina, o Tubby usa informações do Facebook para que os rapazes possam avaliar as meninas, das quais são amigos na rede social. O tubby estava para ser lançado esta semana, mas foi concedida uma liminar proibindo sua disponibilização em todo o Brasil. Ao acatá-la, o juiz considerou a possibilidade do aplicativo causar “dano irreparável ou de difícil reparação, uma vez que depois de ofendida a honra de uma mulher por intermédio do mencionado aplicativo, não haverá como repará-la.”. O curioso é que o aplicativo seria praticamente igual ao Lulu, mas para homens, e somente o Tubby foi considerado perigoso por poder causar “dano irreparável”. Estranho, não?!

    Bom, acho que deu para ter uma noção do cenário que estes novos aplicativos criaram.

    Esta semana eu dei duas entrevistas falando sobre estes aplicativos, e uma das perguntas foi a seguinte: “Por que este aplicativo está causando tanta polêmica e tantos acessos?”. No fundo, estamos falando novamente de vários pontos delicados da sexualidade como:

    • Sexismo – falando de maneira bem simples, é a “guerra dos sexos”. Um aplicativo que somente pode ser utilizado por mulheres (Lulu) ou por homens (Tubby) para, de maneira geral, expor a sua opinião sobre outros, publicamente, inclusive sobre a intimidade. Um dos motivos do Lulu ter dado tanta polêmica tem a ver com o machismo: “como assim, as mulheres vão dar notas aos homens?”;
    •  Banalização da sexualidade – O que deveria ser tratado como algo do fórum íntimo, pois está relacionamento a relacionamento, sexualidade e intimidade, está sendo exposto, como se fosse uma brincadeira, mas possivelmente uma de mal-gosto;
    •  Seres humanos como objetos – as pessoas e as relações estão sendo tratadas como objetos, passíveis de comprar, avaliar, dar nota, etc. Isto nos leva a pensar: quais são os parâmetros usados para essa avaliação, já que estamos falando de algo tão único, singular e relativo?
    • Generalizações – estamos usando números para algo que é imensurável, que são sentimentos, experiências, sensações que cada um, e cada casal, sente diferentemente. Assim como um beijo pode ser sem graça com tal pessoa, uma outra pode achar que beijar esta tal pessoa foi o melhor beijo da sua vida. O que aconteceu? A pessoa melhorou magicamente e beijou fantasticamente, ou existe algo a mais, como o “encaixe” entre as pessoas?
    • Substituição do olho no olho – falar sobre os “atributos” das pessoas não é algo novo. Sair com alguém e depois contar para amigos e, familiares é algo extremamente comum, o compartilhar os sentimentos e impressões. Porém, antes você escolhia para quem contava, e normalmente era para poucas pessoas, mais intimas, de confiança, e não para todas, para o público e nem para o vazio (um aplicativo). Um dos motivos para as pessoas contarem para seus amigos era para externalizar seus sentimentos e conversar com as pessoas, ouvir muitas vezes a sua opinião. Mais uma vez, compartilhar! Onde fomos parar?

    Bom, eu quis trazer algumas reflexões que acredito serem muito importantes. Não devemos deixar algo que está movimentando tantas pessoas, que está causando tanta repercussão e que traz entre as linhas questões muito delicadas como as que citei acima, nos levar por impulso – pelo conhecido efeito manada – sem pararmos para pensar sobre o assunto.

    Afinal de contas, quem faz a sociedade somos todos nós, juntos. Como queremos que ela seja? Qual é a sua opinião?

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    A sexualidade mudou…Sexualidade no séc. XXI

    A-Sexualidade-na-Terceira-IdadeO sexo, há algumas décadas, era algo ligado estritamente ao fórum íntimo/privado. Qualquer expressão pública de afeto era reprimida, o pudor era elevado. A sexualidade mudou! Esta constatação não é novidade para ninguém, temos visto e vivido diariamente essas transformações. Muitos devem estar pensando neste exato momento: “mudou para muito pior”. Fato é que muitas das mudanças foram negativas, mas por outro lado também obtivemos transformações boas. Vamos refletir um pouco sobre estas instigantes e novas formas de ver essa “nova” sexualidade.

    Mudanças negativas:

    • Banalização da sexualidade – Vemos beijos ardentes, amassos e até mesmo demonstrações mais explícitas de sexualidade, nas ruas, nas escolas, nas casas e principalmente as mídia. Não existem mais horários e idades apropriados, a sexualidade é exposta a qualquer hora e de maneira um tanto quanto vulgar, destituída de afeto;
    • Ditadura do sexo – Atualmente, se passarmos na frente de uma banca de jornal, vemos que grande parte das revistas femininas e outras tantas masculinas focam as matérias da vida sexual na frequência sexual (tem que ser alta) e na quantidade de orgasmos (tem que ocorrer toda vez e, no caso das mulheres, de preferência ser múltiplo). Com reportagens deste tipo cada vez mais frequentes, as mulheres e os homens passaram a cobrar mais de si mesmos e de seus(suas) parceiros(as). E, uma vez que não atingem esses parâmetros impostos de forma sutil – ou talvez nem tanto – pela mídia, frustram-se, e passam a se cobrar ainda mais, decepcionando-se novamente, resultando em um grande círculo vicioso de insatisfações;
    • Precocidade da sexualidade – Vemos cada vez mais meninos e meninas iniciando suas vidas sexuais mais cedo. De acordo com diversas pesquisas recentes, a idade média em que os jovens tem sua primeira relação sexual é de 14,8 anos, e vem baixando a cada ano. Além disso, a cada 18 minutos nasce um bebê, filho de uma “criança” entre 10 e 14 anos, e 21,3% dos nascimentos são de mães com idade entre 10 e 19 anos.

    Mudanças positivas:

    • Podemos falar de sexo – Cada vez mais o tabu em relação à sexualidade vem diminuindo. Agora podemos conversar, tirar dúvidas (como aqui no Sexplicando), aprender mais sobre os temas referentes à sexualidade e desta maneira termos a chance de ter uma vida sexual prazerosa e saudável;
    • Temos mais informações de sexualidade – desta maneira podemos nos prevenir mais contra as doenças sexualmente transmissíveis e contra uma gravidez indesejada, e sermos responsáveis pelo que queremos ou não para nossa vida sexual;
    • Podemos demonstrar prazer – Agora também as mulheres tem direito ao prazer sexual. Elas podem também escolher se querem procriar, e esta não é mais uma condição imposta. Não é mais somente a “mulher da rua – prostituta” que pode ter ou demonstrar prazer. E também em relação aos homens, eles podem dividir a “responsabilidade” de sentir e dar prazer;
    • Autoconhecimento corporal – Cada vez mais vamos constatando a importância do autoconhecimento corporal, através por exemplo da masturbação (feminina ou masculina), uma forma de conhecer melhor seus órgãos genitais, de saber onde, como e com qual intensidade se tem mais prazer e poder dividir, se quiser, esta valiosa informação com o(a) parceiro(a);
    • Exploração do corpo como um todo – Ainda muito presente, porém diminuindo, é a genitalização da relação sexual, ou seja, usar como única fonte de prazer os órgãos genitais. As pessoas estão percebendo e aprendendo que o corpo inteiro pode ser uma grande zona erógena (áreas de prazer), cada um tem as suas, que às vezes também pode mudar. Desta maneira, a única forma de se conhecer é explorar.

    Bom, acredito que estas sejam as principais mudanças que me ocorrem, que são mais evidentes. Desta maneira, reforço o que escrevi logo no início: a sexualidade mudou, algumas transformações são boas, outras nem tanto. O que fazemos com isso? Vamos aproveitar as mudanças boas, entrar mais em contato com elas, explorá-las! Com relação às ruins, vamos aos poucos tentando mudá-las. Afinal de contas, as mudanças não acontecem de uma hora para outra.

    Devemos refletir: Como eu me comporto com meu(minha) parceiro(a) em público? E no ambiente privado, em casa? O que eu falo sobre relacionamento, sexualidade, sexo? O que eu falo sobre a mídia? O que eu ensino ou “des-ensino”? E o mais importante: eu estou sendo coerente? As minhas falas condizem com minhas ações/atitudes??

    Afinal de contas, se cada um fizer a sua parte, vamos construindo um mundo melhor, não é mesmo?!

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    Sexualidade na Terceira Idade

    atividade_terceiraidade2 reduzidaAproveitando o tema “Amor na terceira idade” sobre o qual eu irei falar no programa Show Mais, no canal TV Mais (14 na Net) na próxima terça-feira 29/10, resolvi falar hoje sobre a sexualidade nesta fase da vida. Muitos preconceitos e mitos ainda pairam sobre a sexualidade na terceira idade. Não sou adepta ao termo “melhor idade” costumeiramente usado, pois acredito que todas as idades são boas e também tem suas questões mais difíceis. Meu intuito com este post não é focar as mudanças e dificuldades fisiológicas decorrentes dessa fase, mas sim nas possibilidades.

    Ainda hoje se percebe jovens, adultos e inclusive os idosos com visões negativas sobre a sexualidade na terceira idade, como se nessa fase não existisse mais sexualidade, que fosse algo impensável e que se existe, seria somente algum tipo de safadeza. Estas maneiras de pensar são errôneas. A sexualidade não tem idade. Desejo, prazer, tesão, fantasia, toque, intimidade e autoconhecimento corporal não tem idade nem prazo de validade.

    Sim é verdade, as coisas na sexualidade ficam diferentes, assim como a vida social, afetiva, profissional, etc. Cada fase da vida é cercada por transformações, e isso não faz com que elas precisem ser eliminadas, ou seja, não é porque a jornada de trabalho nesta fase diminua, mude, que ela precisa automaticamente ser eliminada por completo. Não é porque fisicamente o corpo tenha sua mobilidade diminuída, que devamos parar de nos movimentar. Na sexualidade o mesmo raciocínio pode ser usado: não é porque os hormônios se alteram, porque o homem leva mais tempo para ter uma ereção, porque sua ereção não é tão rígida como costumava ser, ou porque a vagina da mulher diminuiu sua lubrificação, que o sexo deva parar de ser explorado e bem vivido.

    Desta maneira, a nível emocional, algumas crenças podem e devem ser repensadas. São elas:

    • Sexualidade tem “data de validade” – isso não é verdade, claro que ter uma boa saúde é muito importante, pois algumas doenças, como, por exemplo, a hipertensão e a diabetes, podem influenciar negativamente na vivência da sexualidade, assim como vários tipos de medicamentos;
    •  Sexualidade apenas para reprodução – a reprodução é uma das possibilidades da sexualidade. O prazer e a realização são outras possibilidades importantíssimas;
    •  Sexualidade voltada apenas para os genitais ou a penetração – Lembremos aqui que a penetração é, também, apenas uma das formas de relação sexual. As preliminares, as sensações corporais, as zonas erógenas (áreas de prazer no corpo), a intimidade, a criatividade, o toque, as carícias podem ser tão ou mais prazerosas do que a penetração;
    • Sexualidade e corpo jovem e sarado – De novo, a juventude e seu corpo sarado são uma forma de atratividade, mas outras formas de atratividade como as comentadas acima devem ser mais exploradas e aproveitadas;

    Bom, já deu para perceber que a terceira idade traz sim muitas transformações, mas o que é mais significativo é a forma como interpretaremos essas transformações. Será como uma perda, um luto, uma desistência? Ou como uma mudança, uma possibilidade, um desafio? Mais importante do que a quantidade de anos que se completa, é a forma como esses anos foram entendidos e conduzidos.

    É importante lembrar que a forma como uma pessoa viveu e conviveu consigo mesma e com seu corpo vai influenciar direita ou indiretamente em sua vida futura. O acompanhamento com o ginecologista e o urologista se faz necessário.

    Um alerta extremamente importante é de viver uma sexualidade segura e responsável, pois as pesquisas tem mostrado um número alto e crescente de idosos contraindo o HIV e outras DST´s (doença sexualmente transmissível). Isto tem se dado devido às relações sexuais sem o uso de preservativos, já que quando eram jovens, o vírus HIV não “existia”, e o uso da camisinha também não era comum. Além disso, muitos dos idosos tem receio de usar preservativo, já que muitos tem uma dificuldade na ereção, e então temem perder a ereção no momento da colocação do preservativo.

    Seguem algumas dicas que podem ajudar na sexualidade do idoso:

    • Tentar manter uma regularidade sexual;
    • Entender sobre as mudanças fisiológicas decorrentes do processo de envelhecimento e suas possíveis adaptações;
    • Usar a imaginação, criatividade e até mesmo fantasias sexuais;
    • Ter uma rotina sem muito estresse e ansiedade;
    • Fazer atividades físicas regulares;
    • Fazer acompanhamento da saúde com médicos, especialmente com ginecologistas e urologistas;
    • Utilizar preliminares, masturbação, carícias, autoconhecimento corporal e estimular novas sensações.
    • No dia-a-dia não esquecer-se do poder da demonstração de afeto, como: um beijo; abraço; carinho e uma boa comunicação.

    Afinal de contas, a sexualidade é uma parte boa da vida, de toda a vida, e pode ser vivida de maneira saudável, prazerosa e que traga felicidade! Lembre-se sempre que o prazer pode ser vivido com experiências distintas e ainda assim ser muito prazeroso.

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    As “famosas” preliminares

    preliminares-segundo-o-kama-sutra-31-508Algumas definições do dicionário dizem que as preliminares são: que precede a matéria principal e serve para esclarecê-la; condição prévia. De fato, no dia a dia dos casais, é desta maneira que as preliminares são vistas. Porém, esta visão é um tanto quanto simplista, pois vê as preliminares apenas como algo que antecede o ato sexual. Desta forma estamos “genitalizando” a relação sexual, ou seja, reduzindo-a apenas aos órgãos sexuais e à penetração, desconsiderando o grande poder do corpo como um todo. Principalmente nos homens essa visão “genitalizada” do sexo é bastante comum, basicamente em função da nossa cultura patriarcal e fálica (centrada no homem e com foco em seu pênis).

    A minha proposta aqui é de refletirmos sobre a amplitude das preliminares e encará-la como uma forma de: intimidade; aumento de excitação; conhecer um ao outro melhor; descobrir as diversas sensações corpóreas; conhecer, descobrir, explorar, acariciar e estimular seu(sua) parceiro(a) e a si mesmo. Além disso, que possamos vivenciar as preliminares simplesmente como uma forma de prazer e que este possa ser “o prato principal” da noite, e não apenas “o aperitivo”. Ou seja, que não seja preciso haver o ato sexual propriamente dito, mas que possamos ficar “apenas” nas preliminares e não termos a sensação de incompletude, que algo ficou faltando.

    Existem diversas formas de preliminares, a imaginação e a criatividade são o limite, ou melhor, não há limite. Seguem algumas maneiras para inspiração:

    • Beijos, beijos e mais beijos. Você sabia que existem vários tipos de beijos? Além dos vários tipos, existem intensidades diferentes. Podem também ser acrescentados acessórios, como gelo, algo quente, bala…
    • Carícias e estímulos das áreas erógenas (áreas de prazeres do corpo) como: pescoço, costas, coxas (anterior, posterior e interior); boca; dedos; pés; seios; nádegas; vagina, pênis e outras tantas que vocês podem descobrir um no outro.
    • Jogos sexuais ou sensuais como: strip-tease; danças sensuais e pole dance; fantasias, e mesmo jogos encontrados em sex shops;
    • Masturbação mútua (ambos masturbando um ao outro ou a si mesmo);
    • Massagem para ajudar no relaxamento, descontração e até mesmo pra excitar;
    • Sexo oral ou mesmo anal;
    • Uma ligação especial, carinho, demonstração de afeto, cuidado, preocupação; uma insinuação, uma provocação, uma música, um presente…
    • Exploração do corpo, com: as mãos (mãos inteiras, dedos, unhas, causando arrepios); plumas; cabelo; o próprio corpo; gelo; óleos específicos para massagens; bebidas e guloseimas (champanhe, morango, chantilly…) entre outras formas.

    O importante é lembrar que aqui estão apenas algumas sugestões, mas cada um é único e consequentemente cada casal também. Desta maneira, o que é prazeroso para um pode não ser para o outro. Uma área do corpo que causa muita excitação para uma pessoa pode não ser a mesma para outra.

    E então, o que você está esperando? Explore, acaricie, estimule, descubra onde e o que te faz sentir prazer e para a sua(seu) parceira(o). Nós não nascemos sabendo, e além disso também vamos mudando e nos aprimorando, não é mesmo?

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

     

     

  • Postado por cepcos
    Sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s)

    017 dstNão me deterei aqui a descrever as doenças, mas quero conversar sobre algumas questões que são importantes sabermos para nos prevenirmos adequadamente. As doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) são doenças transmitidas através de contatos sexuais, em relações que envolvam pênis, vagina, boca e ânus. Desta maneira, o sexo vaginal, sexo oral ou sexo anal podem transmitir essas doenças.

    A maioria das mulheres já criou o hábito de ir ao ginecologista regularmente. Infelizmente, os homens ainda não aderiram a este importante e saudável hábito, em funções de alguns preconceitos em relação ao urologista, ou melhor dizendo, do médico que irá “mexer lá”. A importância de constantemente ir a esses médicos é basicamente verificar se está tudo bem com os órgãos genitais.

    O ser humano tem uma tendência a remediar mais do que prevenir, o que é um problema, pois muitas vezes pode ser tarde para tratar algumas doenças sexualmente transmissíveis, ou simplesmente ser mais difícil e demorado tratá-las. Desta maneira, no primeiro instante em que perceber alguns sintomas como feridas, corrimentos, verrugas, caroços, inchaços, coceira ou dor nos orgãos genitais, no ânus ou mesmo na boca, deve-se procurar o ginecologista ou urologista, para que esse possa indicar o tratamento mais indicado.

    A importância da regularidade nas visitas a esses médicos deve-se também ao fato de algumas doenças serem assintomáticas, ou seja, não apresentarem nenhum sintoma. Desta forma, somente com exames específicos é que se pode detectá-las para depois, na medida do possível, tratá-las.

    Vale lembrar que, para se adquirir uma doença, não tem cor, raça ou sexo, todos nós estamos igualmente sujeitos. A única forma de realmente nos prevenirmos é o uso do preservativo, o masculino ou o feminino. Assim, no sexo vaginal as opções são um dos dois preservativos. Na relação sexual anal, utilize o preservativo masculino. Já no sexo oral que a mulher faz no homem, o preservativo masculino (os de sabores são uma opção), e para o homem fazer sexo oral na mulher existem algumas opções, que normalmente costumam ser menos conhecidas, como: camisinha feminina; camisinha de língua, que pode ser encontrada em sex shop, mas é mais utilizada como um apetrecho sexual para dar prazer à mulher do que pela prevenção em si; e uma forma mais “rústica” seria usar aquele papel tipo magipack, usualmente utilizado na cozinha.

    A questão aqui é a prevenção, é o cuidado com o nosso corpo, com a nossa saúde, com a nossa vida! Nada vale o risco de colocar a sua saúde e a da sua parceria em jogo. Devemos nos atentar para atitudes positivas e saudáveis com vivência de nossa sexualidade, buscando, assim, sermos saudáveis e felizes, com responsabilidade e respeito conosco e com os outros.

    Como estão as suas atitudes em relação à sua saúde sexual?

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    Os poderes do beijo

    imagesExistem vários tipos de beijos, como beijos de cumprimento, de despedida, entre amigos, familiares, mas focarei aqui o beijo na boca, entre casais. Ele é uma das formas mais conhecidas de demonstração de afeto, carinho, prazer e tesão. Um dos motivos para que isso aconteça é que o tato labial é extremamente sensível, sendo ainda mais sensível do que o tato dos dedos.

     O corpo das pessoas, enquanto ocorre o beijo, produz substâncias mais poderosas do que a morfina em termos de efeito narcótico. É por isso que um casal pode sentir euforia ou êxtase durante um beijo.

    Beijar ajuda também a relaxar e a reduzir os efeitos do estresse, tão presentes nos dias de hoje. Além disto, durante o beijo você coloca 29 músculos faciais em movimento. E outra curiosidade, um beijo romântico, mais longo, queima muitas calorias.

    Além de todas essas peculiaridades do beijo, ele pode ser um importante termômetro de como está a relação entre o casal. Ele é uma das formas de perceber a sintonia e intimidade física e até mesmo emocional. Normalmente no início dos namoros, as bocas parecem não conseguirem se desgrudar. Ao longo do tempo, devido à rotina, ao tempo e aos problemas, muitos casais esquecem desta intensa forma de prazer e de demonstração de carinho. Em muitos casos, o beijo também passa a ser uma espécie de aviso para quando um ou outro estão querendo ter relações sexuais. Desta maneira, o beijo passa a ser “manjado”, não uma demonstrações espontânea de afeto. Tudo isso, são indicativos de que é importante dar uma parada na correria habitual do dia a dia, e questionar a dedicação, o afeto, as demonstrações e a intimidade que os parceiros estão tendo. Este termômetro dificilmente erra. Porém, muitas vezes, esquecemos de olhar para ele e ver o que está marcando.

    Como estão estas poderosas fontes de prazer na sua vida? Será que não vale a pena praticar mais??? Lembre-se: o treino leva à “perfeição”!

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    Brinquedos Eróticos

    vibradoresOs acessórios sexuais são uma forma de estimular nossos sentidos, o corpo, a relação. Para comprar esses brinquedos, além dos sex shops com lojas físicas, hoje temos as lojas virtuais, que auxiliam as pessoas que ainda tem vergonha ou são mais reservadas com relação a este tema.

    A maioria das pessoas quando pensa em brinquedos eróticos, de primeira pensa nos vibradores. De fato ele é um dos produtos mais consumidos, existindo uma variedade enorme de modelos, com tamanhos, formatos, texturas e tecnologias diferentes, para todos os gostos. O vibrador, que muitas vezes é visto com preconceito, é uma extensão da mão, usado para estimular as áreas genitais e outras áreas erógenas. Porém, uma das diferenças com relação à mão é que ele é mais rápido e com ritmo constante. Dependendo do objetivo e do público alvo ele também pode ter diversas características bem peculiares, como por exemplo: formato de pênis com dois protétipos de pênis (um para a penetração vaginal e o outro para a anal); pênis de duas pontas (usado por lésbicas); pênis giratório (vibrador giratório); vibradores como borboletas (para serem acoplados na vagina); vibrador de dedo; vibrador anal; vibrador acoplado ao ipod; vibradores discretos (em formato de batom, pincel de blush, patinho de plástico); entre outros.

    Além desses acessórios, outros tipos também são bastante comuns, como: fantasias e lingeries (colegial, enfermeira, bombeiro, policial…); estimuladores clitorianos; bolas de pompoarismo (técnica de auxilia no controle da musculatura pélvica); anéis penianos (manter a ereção por mais tempo, alguns com vibrador junto); plug anal (com vibrador ou não, servem para dilatar o ânus, para uma posterior relação sexual anal, ou simplesmente para proporcionar prazer); algemas; vendas; cremes, géis, óleos, pomadas e outros para aquecer e incrementar as preliminares; Cd´s, DVD´s, livros e revistas.

    Vale lembrar que os acessórios devem ser limpos, para que não haja transmissão de nenhuma doença.

    Qual é o melhor? Nenhum ou todos, depende de cada pessoa. Para saber qual ou quais são de sua preferência, só experimentando. Ficou curioso? Deixe o preconceito de lado, e se permita conhecer!

    Artigo criado pela psicóloga e terepeuta Paula de Montille Napolitano

     

     

  • Postado por cepcos
    Acessórios Sexuais

    cesta 22-500x500Muitas pessoas ainda tem um forte preconceito contra acessórios pessoais. A ideia aqui, hoje, é desmistifica-los.

    Você já utilizou algum desses acessórios? Se você pensou em dizer “não”, talvez queira reconsiderar sua resposta. Quer ver?

    Você já usou alguma lingerie mais sexy? Um perfume mais marcante? Já colocou para tocar um CD mais romântico? Já passou aquele creme no corpo que é mais especial? Utilizou algum gel lubrificante? Assistiu algum filme pornô? Colocou uma fantasia?

    Se agora disse “sim” para alguma dessas perguntas, então você já usou sim acessórios sexuais!

    Normalmente, de primeira, quando pensamos em acessórios sexuais, logo pensamos em vibradores, lojas de sex shop e produtos mais tecnológicos ou “estranhos”. Porém, esses são apenas alguns dos acessórios sexuais, mas existem muitos outros. A dificuldade inicial com estes produtos é vencer a vergonha de comprar, depois não saber onde guardá-los, sem contar o próprio preconceito de querer usá-los.

    Os acessórios sexuais, sejam eles quais forem, são elementos que podem ajudar na excitação e no prazer sexual. Eles servem para apurar os nossos cinco sentidos, são uma forma lúdica de dar “um que a mais” na relação. Eles são formas de aprimorar e até mesmo apimentar uma relação. E não deixam de ser uma forma de mostrar interesse e cuidado com o(a) parceiro(a).

    Agora que você já sabe… que “cuidado ou interesse” você tem dado ou demonstrado à sua relação?

    Depois desta primeira “leve introdução” aos acessórios sexuais, na próxima publicação falarei mais sobre os “brinquedos eróticos”.

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

     

  • Postado por cepcos
    Banalização da Sexualidade

    imagesCAG72E9JO sexo, há algumas décadas, era algo ligado estritamente ao fórum íntimo/privado. Qualquer expressão pública era reprimida, o pudor era elevado.

    Hoje vemos uma realidade completamente diferente neste âmbito. As expressões de sexualidade estão banalizadas. Encontramos beijos ardentes, amassos e até mesmo demonstrações mais explícitas de sexualidade, nas ruas, escolas, nas casas e principalmente nas mídias.

    Não existem mais horários apropriados, a sexualidade é exposta a qualquer hora. Na televisão, vemos nos seriados, desenhos, programas e novelas, o sexo sendo tratado de maneira banalizada, explícita, vulgar e muitas vezes sem nenhum afeto ou intimidade envolvidos, que são importantes para nossa concepção de sexualidade sadia, feliz e prazerosa. Quando falamos de internet isso se torna ainda mais visível e incontrolável.

    Essa é nossa atualidade, e nossas crianças e jovens estão vivenciando-a, quer queiramos isso ou não. Desta forma, o nosso papel, seja como adultos, pais, familiares ou educadores, é trazer conhecimentos fidedignos, pensamento crítico e valores.

    Já que não conseguimos controlar a mídia nem o ambiente externo, a nossa parte deve ser cuidar com o exemplo que estamos dando. Afinal, uma das mais eficientes formas de aprendizado é pelo exemplo. Portanto, ficam os questionamentos: o que eu estou vendo na TV? Como eu me comporto com meu(minha) parceiro(a) perante o público? E no ambiente privado, em casa? O que eu falo sobre relacionamento, sexualidade, sexo? O que eu falo sobre mídia? O que eu ensino ou des-ensino? E o mais importante, as minhas falas e ações/atitudes sãocoerentes?

    Afinal de contas, se a mídia mostra o sexo de forma tão banalizada, em parte é porque damos ibope!

     

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano