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  • Postado por cepcos
    IV Jornada CEPCoS

    As minhas, as suas, as nossas sexualidades .

    Data: 07/06/14
    Horário: 9h as 13h
    Auditório Montreal Offices Moema – Av. Rouxinol, 1041 – São Paulo

    Programa

    Abertura – Psic. Esp. Ralmer Nochimówski Rigoletto

    Conferência: Diversidade Sexual: Direitos, Preconceitos e Discriminação
    Prof. Dr. Hugues Costa de França Ribeiro

    Mesa Redonda: Minhas Sexualidades

    Mulher Bonita e Sarada Tem Desejo Sexual Garantido?
    Psic. Esp. Vânia Macedo;

    Mulheres e suas Transformações
    Psic. Esp. Paula de Montile Napolitano

    Meu Eu Aprisionado (Sou Transexual)
    Psic. Esp. Márcia Atik

    Envelhecimento e Desejo Sexual
    Psic. Ms. Arnaldo Risman

    Mesa Redonda: Nossas Sexualidades

    Viver sob tensão abaixa o tesão
    Psic. Esp. Paulo Geraldo Prado Tessarioli

    Todos a favor da Educação Sexual
    Psic. Ms. Graça Margarete de Souza Tessarioli

    Problemas Sexuais: Quando Procurar Ajuda?
    Psic. Esp. Ralmer Nochimówski Rigoletto

    Conferência de Encerramento: “A metade da Laranja”

    Psic. Esp. Ana Cristina Canosa

    Público Alvo

    Pessoas interessadas no tema SEXUALIDADE.
    Os inscritos receberão certificado de participação.

    Inscrições

    Valores: R$ 80,00 inteira / R$ 40,00 meia (estudantes (E.M. e graduação), idosos, e pessoas com necessidades especiais).
    Pagamento via depósito bancário identificado na conta abaixo:

    Banco Itaú (341)
    Agência 8205
    Conta 06886-2








    Vagas Limitadas

    Apresentação do comprovante no local do evento é obrigatória.

    Folder Jornada

  • Postado por cepcos
    Pegar, ficar, namorar…

    testes-9412Parece que cada vez mais as pessoas estão aumentando o número de rotulações para contatos afetivos. Um dia desses, dando aula para uma turma de jovens, eles me ensinaram mais uma “fase” para os relacionamentos: o “pegar”.

    A terminologia não é nova, muitas vezes era usado de forma mais vulgar, principalmente pelos homens, para se referir a “ficar com alguém”. Agora o termo é usado para uma etapa que acontece antes do “ficar”. O pegar é usado por eles para descrever um relacionamento apenas físico (beijar, passar a mão, e afins) com uma pessoa que você não conhece, ou acabou de conhecer, normalmente em baladas, festas e matines (para os adolescentes mais novos) e que geralmente dura somente alguns instantes.

    Já o “ficar”, que já é uma forma recente de se relacionar, passa a ser um contato em que você conhece a pessoa, e possivelmente até fique algumas vezes, mas não envolve nenhum compromisso. Nada mais é do que uma forma de experimentar, tentar e conhecer uma pessoa que lhe pareceu interessante, qualquer que seja o motivo. Uma das minhas turmas usou uma definição para a hora em que o “ficar” vira um namoro, que eu achei muito interessante, eque é o momento em que deixa de haver apenas uma atração física e passa a ter também uma atração emocional! Neste momento, segundo eles, passaria-se para o namoro, ou seja, um relacionamento já com algum compromisso afetivo envolvido.

    Existe também o “estar ficando” que é antes do namoro, quase como se fosse um teste para o namoro. Envolve um gostar que está testando para ver se vale a pena namorar. Uma questão importante em qualquer uma dessas “fases” é cuidar para não magoar ou decepcionar o outro. Então é importante que a intenção esteja clara. Existem muitas pessoas que querem mesmo só “ficar” ou “pegar”, o que não é problema se acharem outra pessoa que também quer apenas isso.

    Todos nós estamos percebendo que, cada vez mais, existe uma banalização da sexualidade, dos relacionamentos, que os vínculos estão mais superficiais, frágeis e vazios. Muitos pais me perguntam em palestras ou no consultório o por quê disso tudo.

    Os motivos podem ser vários:

    • a banalização da sexualidade, dos corpos expostos, o que deveria ser intimo é exposto;
    • a diminuição de limites: muitos jovens fazem o que quiserem, na hora que quiserem, com quem quiserem;
    • nós estamos mais individualistas, pensando apenas em nós mesmos, e em nossas vontades, e acabamos fugindo das pessoas que não nos satisfazem;
    • também em função da diminuição de limites, surge uma intolerância à frustração, que gera uma dificuldade em persistir, em construir algo em conjunto; entre outros.

    Outra influencia que penso ser grande é o exemplo, ou seja, como nós, adultos, temos demonstrado a importância dos relacionamentos. O que eles tem visto, ouvido ou sentido? Que exemplo verbal e não-verbal (gestos, comportamentos, expressões faciais e corporais) temos dado? Será que não estamos influenciando negativamente os nossos adolescentes e jovens adultos (afinal, este texto não trata apenas das experiências dos adolescentes, mas também dos jovens adultos, e dos adultos que estão “voltando ao mercado” em função de algum término de relação ou separação) a se relacionarem desta forma vazia? Onde está o carinho, o afeto, o amor, a demonstração de afeição? Nossa mente, coração e alma necessitam deles! Vamos procurar?

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    Como conhecer pessoas “legais”

    550px-Survive-Middle-School-Step-04O título desta publicação é inspirado em falas frequentes que ouço no consultório. Prioritariamente de mulheres, mas não apenas. Essa fala vem de pessoas solteiras, separadas, divorciadas, viúvas, “tico tico no fubá”, enroladas, de faixas etárias diferentes, e com experiências anteriores muito diversas. Quase sempre com um ar de tristeza, ressentimento, desesperança e solidão. Claro que, como psicóloga, inúmeros aspectos podem e devem ser levados em consideração. Afinal, cada caso é sempre único, mas me aterei aqui de fato a dicas, questionamentos e reflexões do que levar em conta para ter uma chance maior de conhecer pessoas “legais”. Estou utilizando o termo “legais” entre aspas, porque o que é uma pessoa legal para um pode não ser para outro, então este é um conceito que deixarei para você pensar:  quem são pessoas legais para eu me relacionar? O que eu espero de uma pessoa e de um relacionamento?

    Sair para a night, para a balada, costuma não ser a melhor forma de conhecer pessoas para ter um relacionamento mais duradouro. Normalmente, as pessoas vão para a balada porque querem partir para a “pegação” ou para dançar. Desta maneira, se o objetivo não é somente “ficar” durante a balada, este costuma ser um local que você, na hora em que vai embora, se sente solitário.

    Já os barzinhos são locais mais para conversar, estar com amigos, e, possivelmente, conhecer outras pessoas. Sendo assim, as chances começam a aumentar. Mas é importante lembrar que sair unicamente com o foco de conhecer alguém pode vir a ser frustrante. Então, estar com a energia e a vontade focadas em se divertir, dar risada, conversar, conhecer novas pessoas, curtir os amigos, mantendo uma postura mais leve, descontraída, e divertida, pode ser libertador e, no fim, pode acabar dando bons resultados.

    Uma boa forma de conhecer pessoas interessantes é por meio de amigos. São os famosos “amigos de amigos”. De maneira geral, costumamos ter no nosso grupo de amigos pessoas com interesses, gostos e valores semelhantes aos nossos. Além disso, por meio do seu amigo você pode ter “informações privilegiadas”: perguntar sobre os “antecedentes” da pessoa, ver se ela tem um perfil semelhante ao seu saber se ela está “disponível”, e até mesmo descobrir se “assim, quem sabe, por acaso, talvez” a pessoa também não esteja interessada em você.

    Outra maneira que está sendo cada vez mais usada, e muitas vezes dando bons resultados, são os sites de relacionamentos. Um preconceito bastante comum em relação a eles é de que somente quando as pessoas estão desesperadas, pois não acham ninguém, é que elas vão procurar estes sites. Na verdade não é bem assim. Esta é uma maneira muito utilizada por quem não costuma sair muito, seja porque não gosta ou porque não tem tanto tempo para sair, e está querendo filtrar melhor. Não tem nada de errado nisso, pelo contrário, no atual mundo globalizado e tecnológico essa pode ser uma boa saída. Claro que alguns cuidados são importantes em se tratando de pessoas que não conhecemos. Se bem que, pensando bem, uma balada não é muito diferente, não é mesmo?!

    E por último, uma das formas que tenho visto que mais funciona é conhecer pessoas em lugares de assuntos e temas em comum. Estes podem ser os mais diversos: cursos variados, parques, museus, teatros, esportes… entre outros. Uma opção, pode ser por exemplo a Casa do Saber, que conta com os mais variados tipos de cursos. Desta forma, o que você gosta de fazer? Que lugares você poderia frequentar que ajam outras pessoas com o mesmo interesse?

    Vale lembrar que ficar apenas dentro de casa ou no trabalho, negar convites de qualquer tipo, evitar o contato com as pessoas, não vai ajuda-lo em nada. Pelo contrário, só vai atrapalhar. Então, outra reflexão é válida: será que eu estou me ajudando neste processo?

    Volto a frisar que cada um é único. Desta maneira, cada um vai achar a forma que for mais adequada, com a qual se sinta mais confortável e à vontade. Afinal, no amor e no sexo não existem regras, o importante é ser feliz e sadio!

    Portanto, independente do resto, é imprescindível estarmos bem conoscomesmos, seja solteiro(a) ou acompanhado(a), e sabermos do nosso valor (autoestima). Quando isto acontece, fica inclusive mais fácil de encontrar alguém interessante para conviver (se é que é este o objetivo). Se eu mesmo não me valorizar, respeitar, admirar e amar, fica mais difícil vir do externo. A sensação de felicidade é uma somatória dos mais diversos aspectos da nossa vida, e um dos mais importante é saber SE AMAR.

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano

  • Postado por cepcos
    A pornografia e sua influência nos relacionamentos

    c85 - lingerieEsta publicação foi inspirada na entrevista que dei para o site Tempo de Mulher, da jornalista Ana Paula Padrão, sobre um assunto muito interessante: a pornografia nos relacionamentos. Materiais pornográficos são estímulos sexuais explícitos, geralmente visuais, que as pessoas e casais utilizam com a finalidade de se excitar.

    Muito preconceito ainda paira sobre a pornografia, mas é importante salientar que a pornografia pode afetar positiva e negativamente as relações. A pornografia pode trazer vários benefícios aos casais como: apimentar sua vida sexual (assistir a um filme juntos é um estímulo excitante); trazer mais intimidade; estimular a criatividade sexual, gerando até mesmo novas ideias e talvez a concretização de algumas de suas fantasias. Os casais podem escolher diferentes temas de filmes, tanto aqueles que se aproximam de suas fantasias quanto outros mais extremos, que não desejam realizar e que ficam apenas no plano da imaginação.

    A pornografia em si não é negativa, desde que utilizada como possibilidade de incrementar os relacionamentos reais, ou como busca de prazer e autoconhecimento corporal através da masturbação.

    Os materiais pornográficos podem afetar negativamente as relações quando: a sexualidade fica restringida apenas ao plano virtual; as pessoas tentam fazer sexo da mesma forma como vem na pornografia, e desta maneira o “contexto” da relação e o outro são negados em prol de um roteiro pré-selecionado e tido como “correto” ou ideal; o uso da mesma é definido por uma busca de sensações “perigosas” de transgressão, podendo assim partir para as escondidas do(a) parceiro(a), ou mesmo da utilização de salas de bate-papo, que podem facilitar possíveis infidelidades ou simplesmente a interpretação pela(o) parceira(o) como sendo uma traição, mesmo sendo virtual; devido à rápida e intensa excitação que o consumo de materiais pornográficos pode provocar, isso se tornar um fator dificultante do controle da ejaculação, por exemplo.

    A questão a ser levada em consideração é se isto está prejudicando a vida sexual e a intimidade do casal. Neste caso, não somente o fato da pornografia, mas algumas coisas dentro do relacionamento podem ser olhadas com mais atenção. Mas lembre-se: várias são as formas de se obter prazer entre o casal. O mais importante é não deixar com que esses tabus impeçam o casal de aproveitarem esses recursos para aumentarem seu prazer. Além disso, é essencial que ambos estejam satisfeitos, felizes e abertos ao diálogo. Afinal de contas, a sexualidade é uma parte boa da vida, e deve ser vivida de maneira saudável, prazerosa e que traga felicidade!

    Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano