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Postado por cepcos
Como conhecer pessoas “legais”

550px-Survive-Middle-School-Step-04O título desta publicação é inspirado em falas frequentes que ouço no consultório. Prioritariamente de mulheres, mas não apenas. Essa fala vem de pessoas solteiras, separadas, divorciadas, viúvas, “tico tico no fubá”, enroladas, de faixas etárias diferentes, e com experiências anteriores muito diversas. Quase sempre com um ar de tristeza, ressentimento, desesperança e solidão. Claro que, como psicóloga, inúmeros aspectos podem e devem ser levados em consideração. Afinal, cada caso é sempre único, mas me aterei aqui de fato a dicas, questionamentos e reflexões do que levar em conta para ter uma chance maior de conhecer pessoas “legais”. Estou utilizando o termo “legais” entre aspas, porque o que é uma pessoa legal para um pode não ser para outro, então este é um conceito que deixarei para você pensar:  quem são pessoas legais para eu me relacionar? O que eu espero de uma pessoa e de um relacionamento?

Sair para a night, para a balada, costuma não ser a melhor forma de conhecer pessoas para ter um relacionamento mais duradouro. Normalmente, as pessoas vão para a balada porque querem partir para a “pegação” ou para dançar. Desta maneira, se o objetivo não é somente “ficar” durante a balada, este costuma ser um local que você, na hora em que vai embora, se sente solitário.

Já os barzinhos são locais mais para conversar, estar com amigos, e, possivelmente, conhecer outras pessoas. Sendo assim, as chances começam a aumentar. Mas é importante lembrar que sair unicamente com o foco de conhecer alguém pode vir a ser frustrante. Então, estar com a energia e a vontade focadas em se divertir, dar risada, conversar, conhecer novas pessoas, curtir os amigos, mantendo uma postura mais leve, descontraída, e divertida, pode ser libertador e, no fim, pode acabar dando bons resultados.

Uma boa forma de conhecer pessoas interessantes é por meio de amigos. São os famosos “amigos de amigos”. De maneira geral, costumamos ter no nosso grupo de amigos pessoas com interesses, gostos e valores semelhantes aos nossos. Além disso, por meio do seu amigo você pode ter “informações privilegiadas”: perguntar sobre os “antecedentes” da pessoa, ver se ela tem um perfil semelhante ao seu saber se ela está “disponível”, e até mesmo descobrir se “assim, quem sabe, por acaso, talvez” a pessoa também não esteja interessada em você.

Outra maneira que está sendo cada vez mais usada, e muitas vezes dando bons resultados, são os sites de relacionamentos. Um preconceito bastante comum em relação a eles é de que somente quando as pessoas estão desesperadas, pois não acham ninguém, é que elas vão procurar estes sites. Na verdade não é bem assim. Esta é uma maneira muito utilizada por quem não costuma sair muito, seja porque não gosta ou porque não tem tanto tempo para sair, e está querendo filtrar melhor. Não tem nada de errado nisso, pelo contrário, no atual mundo globalizado e tecnológico essa pode ser uma boa saída. Claro que alguns cuidados são importantes em se tratando de pessoas que não conhecemos. Se bem que, pensando bem, uma balada não é muito diferente, não é mesmo?!

E por último, uma das formas que tenho visto que mais funciona é conhecer pessoas em lugares de assuntos e temas em comum. Estes podem ser os mais diversos: cursos variados, parques, museus, teatros, esportes… entre outros. Uma opção, pode ser por exemplo a Casa do Saber, que conta com os mais variados tipos de cursos. Desta forma, o que você gosta de fazer? Que lugares você poderia frequentar que ajam outras pessoas com o mesmo interesse?

Vale lembrar que ficar apenas dentro de casa ou no trabalho, negar convites de qualquer tipo, evitar o contato com as pessoas, não vai ajuda-lo em nada. Pelo contrário, só vai atrapalhar. Então, outra reflexão é válida: será que eu estou me ajudando neste processo?

Volto a frisar que cada um é único. Desta maneira, cada um vai achar a forma que for mais adequada, com a qual se sinta mais confortável e à vontade. Afinal, no amor e no sexo não existem regras, o importante é ser feliz e sadio!

Portanto, independente do resto, é imprescindível estarmos bem conoscomesmos, seja solteiro(a) ou acompanhado(a), e sabermos do nosso valor (autoestima). Quando isto acontece, fica inclusive mais fácil de encontrar alguém interessante para conviver (se é que é este o objetivo). Se eu mesmo não me valorizar, respeitar, admirar e amar, fica mais difícil vir do externo. A sensação de felicidade é uma somatória dos mais diversos aspectos da nossa vida, e um dos mais importante é saber SE AMAR.

Artigo criado pela psicóloga e terapeuta sexual Paula de Montille Napolitano