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Postado por cepcos
Compreendendo o prazer feminino

A sexualidade feminina possui algumas particularidades, já que homens e mulheres não são iguais, e portanto não exercem a sexualidade da mesma forma.

A mulher, principalmente por questões culturais, tem menor conhecimento da sua sexualidade que o homem. O garoto é incentivado desde pequeno a expressá-la, a conhecer seu órgão genital e a se masturbar. Já a menina costuma ser reprimida, normalmente pela própria família, ao buscar o conhecimento de seu corpo ou ao demonstrar desejos.

A menina costuma ser mais acariciada, o que desenvolve a percepção de sensações corporais, e é mais estimulada a expressar afetividade. Do homem é exigido desde cedo a obtenção de sucesso em todas as situações, e ainda o é ensinado que demonstrar emoções é sinal de fragilidade.

Dessa forma, o homem cresce conhecendo mais o seu genital a as formas de se satisfazer, mas normalmente o prazer corporal se limita a essa região (pênis). Já a garota cresce sabendo que é bom receber carinho por todo o corpo, mas normalmente desconhece sua genitália e as possibilidades de usá-la para obter prazer. O homem ainda se torna mais preocupado com o desempenho, pela própria cobrança social, e a mulher às vezes se “contenta” com a troca de afeto das relações, sem se satisfazer sexualmente.

No entanto, a busca pelo orgasmo feminino está se tornando cada vez mais freqüente, provavelmente pelo fato da mulher considerar, cada vez mais, que tem direito ao prazer e à satisfação. Mas é preciso haver cuidado para que essa permissão não se torne uma obrigação, pois se antigamente a mulher não podia ter orgasmos, hoje ela pode estar sentindo-se “pressionada” a ter. A preocupação com o desempenho sexual, até então quase exclusividade dos homens, passa a ser comum também em mulheres.

Não podemos esquecer que orgasmo não deve ser objetivo de uma relação. O orgasmo é conseqüência de uma relação prazerosa, e a preocupação excessiva com este pode acabar com as possibilidades de entrega e prazer.
O que proporciona prazer, e consequentemente provoca orgasmos, varia muito de mulher para mulher. A estimulação sexual precisa ser eficiente, isto é, precisa ser agradável e excitante. No entanto não existem regras para essa “eficiência”. Cada mulher é única e tem suas preferências; um estímulo bom para uma pode ser desagradável ou insuficiente para outra…

Além dos estímulos diretos (possíveis em diversas regiões do corpo), não podemos nos esquecer da importância do envolvimento e da entrega na relação. O orgasmo é desencadeado pelo cérebro, e fatores psicológicos e emocionais podem interferir nesse processo. Preocupações (inclusive com a obtenção do orgasmo), ansiedade, medo de se envolver, vergonha ou falta de intimidade são fatores que podem atrapalhar ou até impedir o prazer sexual.
Assim sendo, para que a mulher consiga o tão desejado orgasmo, é essencial que ela conheça seu próprio corpo e saiba o que lhe dá prazer (estímulos eficientes), além de conseguir se envolver e se entregar na relação (através da intimidade e liberdade com o parceiro e consigo própria)

Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria