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Postado por cepcos
Disfunção erétil: realidade atual

O termo “Disfunção Erétil” surgiu em substituição do termo “Impotência Sexual”, e pode ser definido como a incapacidade persistente de obter e/ou manter uma ereção suficiente para uma função sexual satisfatória (II Consenso Brasileiro de Disfunção Erétil, 2002).

A preocupação com a ereção peniana sempre existiu na história da humanidade. Antigamente a razão para a preocupação era a dificuldade ou incapacidade de reprodução resultante da ”impotência”. Os estudos e tratamentos dos problemas sexuais só eram aceitos se tivessem o intuito de melhorar a capacidade reprodutiva. Apenas no século XX o prazer e a satisfação sexual passaram a ser considerados importantes nos estudos sobre a ereção.

Atualmente a atividade sexual humana encontra-se mais voltada para as realizações pessoais de prazer, deixando a reprodução de ser tão valorizada quanto antes.

A dificuldade de ereção, ocorrendo nesse contexto abrangente em que o sexo é considerado hoje, deve ser entendida e tratada de forma global. Não é possível tratar a dificuldade atendo-se apenas a um pênis que não fica ereto. É necessário que o paciente seja visto como um indivíduo, com toda a complexidade inerente ao ser humano.

De acordo com o II Consenso Brasileiro de Disfunção Erétil (2002) estima-se que atualmente, no Brasil, cerca de 25 milhões de homens com mais de 18 anos sofram de algum grau de disfunção erétil. Embora não seja uma ameaça à vida, a disfunção erétil não deve ser considerada uma desordem benigna, já que pode afetar negativamente o relacionamento interpessoal e comprometer o bem-estar e a qualidade de vida de homens e mulheres.

Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria