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Postado por cepcos
Educação sexual e deficiência mental

A pesquisa estuda as dificuldades para a implementação de programas de educação sexual para adolescentes deficientes mentais, com base na visto dos responsáveis pela orientação pedagógica da escola e através das representações que os vários grupos de profissionais que atuam na instituição e pais de alunos fazem desta orientação, e de questões relativas a sexualidade e deficiência mental. Foram realizadas entrevistas individuais com os responsáveis pela orientação pedagógica e entrevistas em grupos, formados pelos professores, pais e demais equipes de profissionais de uma escola para deficientes mentais.

As entrevistas individuais foram registradas via anotações e as em grupo foram gravadas e transcritas. Procedeu-se então a análise de seus conteúdos que fizeram emergir temáticas, analisadas e discutidas em relação a orientação pedagógica, a cada grupo e entre os grupos.

Os resultados mostraram a ausência de uma política clara em relação à educação sexual, entrechoques e concordâncias entre as representações em questões como: o direito à vida afetivo – sexual, o desenvolvimento da sexualidade, as dificuldades para realizar a orientação sexual, as dificuldades para lidar e como atuar diante das manifestações da sexualidade dos adolescentes, a ausência de preparação para atuar na área e a discrepância entre uma postura racionalizada e as emoções experimentadas diante da esterilização compulsória e da crio de oportunidades que possam conduzir ao aprendizado de comportamentos na área da sexualidade humana.

Fica clara, a necessidade de se pensar nas formas de preparar os profissionais e os pais para lidarem com a questão, de modo que possamos oferecer condições aos deficientes mentais para o acesso à vida comunitária integrada, bem como buscar soluções para a formação de profissionais que possam desenvolver a programação de educação sexual junto a esta clientela.

Artigo feito pelo psicólogo Dr. Hugues França Ribeiro