Participe do grupo CEPCoS e compartilhe experiências com pessoas de todo o Brasil.
Visitar este grupo

Blog

Postado por cepcos
O tamanho do pênis realmente importa?

Uma questão importante a ser refletida é a relação entre prazer feminino e o tamanho do pênis do parceiro. Se formos pensar apenas na estrutura biológica e anatômica da mulher, talvez pudéssemos afirmar que “tamanho não é documento”… A parte mais sensível da vagina da mulher é o 1º terço do canal vaginal; e além disso sabemos que é o clitóris, e não a vagina, é órgão principal em se tratando de prazer feminino.

Para muitas mulheres inclusive, a penetração vaginal não é um estímulo eficiente para chegar ao orgasmo, sendo necessário haver uma estimulação direta no clitóris (com estimulação manual, oral, ou até com a glande do pênis). Outras mulheres conseguem ter orgasmo na penetração apenas se a posição utilizada favorecer a fricção do clitóris.

Assim sendo, o tamanho do pênis não deveria de fato importar. No entanto, sabemos que existem outras questões importantes, como as fantasias e preferências sexuais. A mulher precisa se excitar de forma eficiente para chegar ao orgasmo, e o que chamamos de eficiente varia muito de mulher para mulher. A sensação de estar sendo penetrada por um pênis grande pode ser extremamente importante para uma mulher que tenha essa fantasia. Não podemos esquecer o orgasmo é desencadeado pelo cérebro, e que uma mulher pode ter orgasmos inclusive dormindo, caso o sonho seja altamente excitante (o que nos mostra que nem sempre a estimulação local é mais importante que os estímulos psíquicos).

De fato o tamanho do pênis pode ser importante para algumas mulheres, mas não podemos generalizar e nem dizer que o pênis (seja ele como for) é o responsável pelo prazer feminino. A relação sexual é muito mais do que encontro de órgãos genitais, principalmente para a mulher, que costuma ser menos “genitalizada” que o homem. O que realmente importa para o prazer feminino é como a mulher vivencia uma relação, isto é, sua capacidade de se envolver, se entregar, e buscar estímulos que realmente lhe sejam prazerosos.

Artigo criado pela psicóloga Cláudia Faria